
Paulo César Tinga tenta assimilar um golpe novo em sua carreira. Acostumado a ser titular e destaque por onde passa, o jogador agora convive com a reserva no Inter. E parece não entender por quê. O meio-campista é político, evita broncas, foge de polêmicas, mas deixa claro que não concorda muito com a situação. Ele questiona especialmente a precocidade de sua saída.
Tinga lembra que disputou apenas três jogos na temporada, todos eles pelo Campeonato Gaúcho. Na hora de estrear na Libertadores, contra o Emelec, no Equador, acabou sacado.
- Jogamos três partidas. De repente, saí do time. Saí, ou estou saindo, não sei, por causa de três partidas. Tenho que respeitar cada decisão. Minha carreira sempre foi essa. Ganhei minha vida dentro de campo, não falando – disse o jogador.
O meia afirma que respeita a decisão de Roth. E deixa claro que não está acostumado a ser reserva.
- É uma situação nova. Em 90% da minha carreira, joguei. Com meu feijão com arroz, sempre arrumava meu lugarzinho na equipe. Está começando a temporada, e o Internacional vem tendo mudanças em todas as áreas. Tenho consciência muito grande de que qualquer mudança que for para melhorar, tem que aplaudir, porque queremos o melhor para o Internacional. Joguei duas Libertadores e consegui as duas. Estou à disposição para mais uma – comentou Tinga.
Tinga não perde a confiança. Ele tem certeza de que conseguirá retomar seu espaço.
- Futebol não tem justiça ou injustiça. São decisões tomadas e decisões aceitas. Tenho que fazer algo que é anormal, que é buscar meu espaço. É uma situação nova para mim. Tenho que trabalhar em cima dela. Tenho certeza de que as coisas vão voltar para seu lugar e meu objetivo maior, que é ganhar o titulo, será alcançado.
A saída de Tinga aconteceu para que Bolatti entrasse no time. Celso Roth, em vez de tirar um volante, preferiu adiantar Guiñazu.
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