
Ídolo colorado tem três vitórias em três jogos nos primeiros dias de Inter
Se fosse algo palpável, Paulo Roberto Falcão poderia pegar seus primeiros dias de Inter, colocar em uma redoma e ficar observando a imagem por quanto tempo quisesse, sempre que desse vontade. Afinal, são poucos os poréns que podem repousar sobre o início de trabalho do treinador no clube. As duas semanas de Falcão no Beira-Rio são marcadas por forte empatia, por evolução no rendimento do time e, o mais importante, por vitórias.
Falcão tem 100% de aproveitamento no Inter. Venceu Santa Cruz (1 a 0), Emelec (2 a 0) e Juventude (2 a 1). De uma partida para outra, o time apresentou clara evolução. Foi preocupante contra o Santa Cruz, teve segundo tempo animador diante do Emelec e apresentou sua atuação mais sólida frente ao Juventude, fora de casa, com vitória conquistada com dez homens em campo.
O ídolo colorado valoriza o elenco. Ele pegou um grupo rodado, vencedor, de voz firme, e já avisou que implementaria um novo esquema, com sacrifício físico para alguns dos melhores jogadores do time, caso do meia D’Alessandro. O sistema, por vezes, parece pouco consistente no ataque. Mas vem dando resultado.

Técnico elogia elenco e vê time mais compactado
- Nem sei quanto tempo faz que estou aqui. Uns 12 dias, né? Tivemos três jogos. É um jogo a cada cinco dias. Precisamos de mais tempo. É preciso muito tempo para organizar um time. É um trabalho a longo prazo. Estamos trabalhando com decisões em cima de decisões. Estou muito feliz com o envolvimento dos jogadores. Estamos conseguindo compactar o time. Isso é motivo de satisfação – disse Falcão.
A diretoria se mostra satisfeita com a presença do treinador. E escancara otimismo, como deixou claro o vice-presidente de futebol do clube, Roberto Siegmann.
- Nosso movimento é ascendente. Quando é assim, é difícil de segurar. Esse ânimo no vestiário do Internacional dificilmente sofrerá uma mudança de perspectiva. Vamos em frente – afirmou.
A empatia entre time e torcida é outro ponto celebrado pelo Inter. Nos jogos no Beira-Rio, faixas foram estendidas em homenagem ao craque dos anos 70. Em Caxias do Sul, ele foi o mais assediado pelos colorados. Nos tempos de Celso Roth, o sistema de som do Beira-Rio tinha que emendar o nome dele ao dos jogadores para abafar as vaias ao técnico.
Os jogadores relatam um ambiente mais leve com Falcão. Parte do elenco não tinha mais paciência com o jeito turrão do antigo treinador. Seu substituto é mais afável no tratamento com atletas, funcionários, imprensa e até adversários. Contra o Juventude, um exemplo claro: encerrada sua entrevista coletiva, Falcão foi até a bancada onde estava Picoli, comandante do time alviverde, e fez questão de cumprimentá-lo, de parabenizá-lo pelo trabalho.
- Sem palavras – resumiu o treinador derrotado minutos antes.
Conforme passa o tempo, aumentam os desafios de Falcão. A semana que começa é determinante. Na quinta-feira, o Inter visita o Peñarol pelas oitavas de final da Libertadores. No domingo, decide o returno do Gauchão. Contra o Grêmio.
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