quarta-feira, 20 de abril de 2011

Luigi critica torcida do Inter, mas Siegmann agradece apoio


Luigi critica torcida do Inter, mas Siegmann agradece apoio

Os dois principais dirigentes do Inter não conseguiram entrar em acordo sobre o papel do torcedor colorado na vitória sobre o Emelec, nesta terça-feira, no Beira-Rio. Para o presidente, Giovani Luigi, vaias e cobranças ajudaram a deixar o time nervoso e prejudicaram o desempenho no primeiro tempo. Já o vice-presidente de futebol, Roberto Siegmann, elogiou o apoio que, para ele, foi irrestrito e até contribuiu para o primeiro gol.

"Entendo que a torcida precisa ter uma responsabildiade maior", enfatizou Luigi. "É natural que nosso torcedor esteja acostumado a ganhar tudo que disputa, mas na Libertadores são jogos difíceis, que muitas vezes vamos passar a primeira etapa sem fazer gols e até perdendo", comentou o dirigente. "Aí entra a torcida, eu preciso deles para fazer esta parceria. Alguns jogadores cometeram erros individuais e a torcida já mostrou alguma rusga e isso não pode acontecer, se reflete como na 'comemoração' (de Rafael Sóbis) no primeiro gol", avaliou o presidente.

Siegmann, contudo, observou um comportamento totalmente oposto ao do seu superior e creditou contemporizou a falta de celebração do atacante colorado na abertura do placar. "Os jogadores estavam muito apreensivos", analisou. "Nós jogávamos a classificação e é evidente que tinha muita apreensão. Bastava levar um gol que podia fulminar a possibilidade de seguir na competição", argumentou o dirigente, além de dar muitos parabéns à torcida. "Parabéns a todos, principalmente à torcida do Inter. O primeiro gol foi praticamente arrancado pela torcida", salientou.

Luigi seguiu em sua análise de que o apoio incondicional poderia ter facilitado a vida do time dirigido por Falcão. "Nós tivemos um primeiro tempo difícil, e não é que o Emelec tivesse oportunidades de gol, mas o Inter não conseguia conectar as jogadas", reconheceu o presidente. "Mas nós vimos ainda na primeira etapa alguma jogada que saía errada a torcida já esboçava vaia e descontentamento", frisou. "Na Libertadores precisamos daquela parceria que sempre tivemos nos outros anos. Muitas vezes o jogo se resolve no último segundo, como na nossa estreia, na qual a torcida do Emelec apoiou até o último segundo e empurrou o time ao empate."

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