segunda-feira, 4 de abril de 2011

Luigi: "Não faremos nenhum contrato em que a ética venha a ser sacrificada"

A possível contratação do meia Paulo Henrique Ganso pelo Inter segue causando grande repercussão. A possibilidade ventilada pela imprensa de São Paulo é cada vez mais rechaçada pelos dirigentes gaúchos. Segundo o presidente colorado, Giovanni Luigi, o clube não participaria de um negócio no formato como vem sendo descrito por não querer "sacrificar" a ética.

— O Inter respeita a ética, e nós não faremos nenhum contrato em que isso venha a ser sacrificado. Não entendemos um negócio desta natureza, em que o jogador tem contrato com o Santos. Faremos negócio sempre que tivermos oportunidades, mas dentro de uma ética e respeitando os contratos — disse o dirigente colorado em entrevista à Rádio Gaúcha, durante a parada na Cidade do México antes do embarque para Tuxtla Gutiérrez.

Ganso pretende se transferir para a Europa, onde é disputado por Milan e Inter de Milão. A multa rescisória para o Exterior, porém, é de € 50 milhões, pouco menos de R$ 115 milhões. Para clubes brasileiros, cai para € 26 milhões.

Por isso, os jornais paulistas apontam que o jogador ficaria no Inter durante seis meses, para, depois, se transferir para o Exterior. Assim, não seria necessário pagar a multa para transferências internacionais.

Quem pagaria os € 28 milhões seria o empresário gaúcho Delcir Sonda, que tem boa relação com o Inter. Procurado pelo clicEsportes, Sonda não atendeu o telefone. Já o vice-presidente de futebol colorado, Roberto Siegmann, fez coro à declaração de Luigi:

— Não sei da cabeça de quem saiu esta história.

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