quarta-feira, 20 de abril de 2011

Os fatores que fizeram o Inter voltar diferente para o segundo tempo contra o Emelec

A estreia de Falcão no comando do Inter pela Libertadores teve momentos bem distintos. Primeiro, nulidade. Na primeira etapa, o time colorado não conseguiu criar contra o Emelec, na noite desta terça-feira, no Beira-Rio. Já no segundo tempo, o time voltou incendiado do intervalo, com outra postura e poderia até mesmo ter vencido o adversário por um placar mais elástico do que os 2 a 0.

– Nem a gente gostou do primeiro tempo. No segundo, foi outro jogo. Alteramos um pouco a estrutura do time. Centralizamos mais o Andrezinho e D’Alessandro. Mudou um pouco o panorama do jogo – destaca Falcão. – Tivemos muita pressa no início. O time estava tenso. Pedi tranquilidade para os jogadores executaram o que foi treinado – acrescenta.

Mais do que a alteração tática, o time entrou no segundo tempo “acelerado”. Toques rápidos, para tentar confundir a marcação adversária, e linha de defesa avançada. Dessa forma, Falcão encontrou a “alegria” que ele tanto pede ao grupo.

– Temos que ter um time que a gente possa se divertir seriamente. Quero que as pessoas assistam e pensem “esse time tem treinador, tem jogadores” – comenta. – Como se faz isso? Com um time organizado. Se não o time fica chato e os jogadores ficam tensos – acrescenta.

Apoio vibrante da torcida



Na volta do intervalo, os cerca de 36 mil colorados presentes resolveram se unir. Como um uníssono, berraram das arquibancadas, cantaram cânticos, realmente torceram. E a vibração ecoou na cabeça de cada colorado. O time começou a jogar e saíram os gols.

– Claro que a gente queria que o torcedor sempre nos apoiasse. Sabemos que é difícil. O torcedor do lado de fora deixa a emoção falar alto. O mais importante é o momento do jogador para ter experiência. O torcedor quer outro título da Libertadores, outro campeonato. O grupo também. É uma troca. Se o time não está bem, a torcida também não apóia – opinou Renan, após a partida.

A segurança de Renan também esteve no discurso de Falcão. Além da vitória, o treinador também comemorou a segurança da defesa na partida.

– Não vi nosso time ser massacrado. Não vi os zagueiros se atrapalharem. Não corremos nenhum risco. Os chutes do Emelec foram de fora da área e o Renan esteve muito bem – disse Falcão.

Garra determinante



Falcão acredita que a “entrega” dos jogadores foi determinante na mudança do panorama. Na segunda etapa, o time criou e poderia ter saído com um placar até mais elástico.

– Eles foram muito valentes hoje. Tiveram uma entrega impressionante. O time conseguiu chegar seis vezes contra o goleiro. Foram chances vivas de gol – destacou.

Na partida, Rafael Sobis abriu o placar de cabeça, após passe de Damião. No final, aos 38, o camisa 9 ampliou, ao aproveitar rebote de um chute de Guiñazu. Kleber, D’Alessandro e o próprio Damião desperdiçaram chances claríssimas. Em todos os lances, foram jogadas coletivas.

Com a vitória, o Inter garantiu a primeira colocação do Grupo 6 e, consequentemente, a vaga para a fase do mata-mata da Libertadores. O adversário ainda não está definido, mas deve ficar entre Jaguares, San Martin, Once Caldas ou Peñarol
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