A Fifa não aceita mais adiamentos. Exige um posicionamento imediato sobre a viabilidade de o Inter concluir ou não a reforma do Beira-Rio até dezembro de 2012. Os dirigentes do clube defendem a associação com uma construtora, que injetaria recursos na obra em troca da exploração de partes do complexo por 15 ou 20 anos. Mas o assunto é polêmico e outras duas alternativas de financiamento foram apresentadas na noite dessa segunda-feira ao Conselho Consultivo, formado principalmente pelos ex-presidentes do clube e do Conselho Deliberativo.
Além da parceria com a construtora, o clube ainda pode optar por aceitar um financiamento do BNDES de cerca de R$ 100 milhões, que já ofereceu uma linha de crédito com juros subsidiados, ou manter o atual modelo de custeio, que para funcionar prevê a venda de mais de uma centena de camarotes que sequer estão construídos. Ambas são consideradas pela atual diretoria colorada perigosas para o futuro financeiro do clube, com base em cálculos do novo executivo-chefe, Aod Cunha.
Participaram da reunião dessa segunda cerca de 40 pessoas do Conselho Consultivo. As ausências mais sentidas foram de Fernando Carvalho e Fernando Miranda, que foram convidados, mas não participaram. Hoje, o projeto será mostrado para os integrantes do Conselho Fiscal e, na quarta-feira, a todos os conselheiros, que foram convocados para uma reunião extraordinária. A decisão, porém, deve ocorrer somente na próxima semana, provavelmente no dia 9 de março.
Atual direção defende a parceria
Para a atual direção, não há outra saída senão a adoção da parceria com uma grande construtora. No entanto, também é praticamente unanimidade que o melhor momento para fechar esse tipo de negócio já passou. Foi no ano passado, quando a diretoria comandada por Vitorio Piffero sequer escutou a maioria das propostas. Mesmo assim, Giovanni Luigi vai recomendar a parceria aos conselheiros. O dirigente entende que o clube não terá condições de bancar com recursos próprios os mais de R$ 200 milhões que as reformas devem consumir.
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